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Agora · Atualização Inmet alerta para tempestade com ventos de 60 km/h e granizo em Presidente Prudente 4 nov 2026, 15h11
São Paulo

Vigilâncias inspecionam Hospital Salvalus, na Mooca, após mortes de bebês em SP

Inspeção estadual e municipal avaliou 35 óbitos de bebês neste ano no hospital da rede Hapvida; Polícia Civil investiga seis mortes.

Corredor de hospital público vazio, com portas e luz fluorescente ao entardecer
Pulso Regional · Pulso Regional

Os Centros de Vigilância Sanitária (CVS) e de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado de São Paulo inspecionaram nesta sexta-feira (23) o Hospital Salvalus, na Mooca, na Zona Leste da capital, depois da divulgação de mortes de bebês na unidade ao longo deste ano. A fiscalização foi feita em conjunto com a Vigilância Epidemiológica Municipal, informou o g1.

Segundo os órgãos estaduais, a inspeção avalia as circunstâncias de 35 óbitos de bebês registrados no hospital em 2026. As equipes verificaram as condições de funcionamento das unidades neonatal e pediátrica, os protocolos de higienização e de prevenção de infecções e o monitoramento dos indicadores assistenciais. Também foram analisadas mudanças no perfil de atendimento, sobretudo em relação a pacientes de alta complexidade.

Em nota, as vigilâncias afirmaram que toda a documentação recolhida está em análise prioritária para orientar a adoção das medidas administrativas cabíveis. O hospital fica na Rua Bresser, na Mooca, e pertence à rede Hapvida, do grupo NotreDame Intermédica.

Investigação policial

A Polícia Civil apura a morte de seis bebês na unidade. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os casos estão concentrados no 8º Distrito Policial, no bairro do Brás. As crianças, de zero a três anos, teriam contraído infecções hospitalares e morrido em decorrência de sepse, antigamente chamada de infecção generalizada, e de outras complicações.

Por meio de nota, a Polícia Civil disse que a autoridade policial realiza diligências, incluindo a oitiva de profissionais de saúde e testemunhas e a análise integral dos prontuários médicos, para esclarecer as causas das mortes. Os casos ocorreram desde o começo do ano e foram comunicados nesta quarta-feira (21).

Famílias e defesa do hospital

A assistente jurídica Eduarda Fragnan Gomes, que representa três mães, afirma que há pelo menos 19 casos de famílias que perderam filhos em cirurgias realizadas no Hospital Salvalus nos últimos seis meses. Ela diz que os boletins de ocorrência foram registrados em cidades como Praia Grande e Itaquaquecetuba, além de delegacias da capital, como a da Vila Maria.

“São crianças que deram entrada para fazer cirurgias de má formação, digestivas ou de correção que tinham chance baixíssima de morte, mas que tiveram infecção generalizada e faleceram. As famílias estão desoladas”, afirmou Eduarda Fragnan.

Eduarda Fragnan Gomes, assistente jurídica que representa três mães, ao g1

O Hospital Salvalus declarou, em nota, que até o momento não recebeu notificação formal sobre os procedimentos mencionados e que permanece à disposição das autoridades competentes para prestar esclarecimentos, preservando o sigilo médico e a privacidade dos pacientes. A instituição afirmou ainda que trata os relatos com máxima seriedade e ressaltou que situações clínicas distintas não podem ser atribuídas a uma mesma causa sem comprovação técnica.

A unidade informou que já atendeu mais de 100 mil crianças nos últimos meses. A inspeção das vigilâncias estaduais e municipais não tem prazo divulgado para conclusão, e os resultados devem orientar eventuais medidas administrativas sobre o funcionamento do serviço neonatal e pediátrico.

Fontes desta matéria

  • g1
  • CVS e CVE do Estado de São Paulo
  • Polícia Civil de São Paulo
  • Hospital Salvalus
  • Secretaria da Segurança Pública
  • Eduarda Fragnan