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Agora · Atualização Inmet alerta para tempestade com ventos de 60 km/h e granizo em Presidente Prudente 4 nov 2026, 15h11
Campinas

Ato no Centro de Campinas repudia violência política e ataques a indígenas

Lideranças indígenas e estudantes fizeram ato no Centro de Campinas no domingo (1º); Unicamp reforçou orientações de segurança após agressão a aluno em Limeira.

Pessoas reunidas em espaço público durante manifestação, com cartazes em branco erguidos
Pulso Regional · Pulso Regional

Um ato no Centro de Campinas, na tarde do domingo (1º), reuniu lideranças indígenas, estudantes e movimentos sociais para repudiar a violência política no período pós-eleitoral e os ataques a populações indígenas no país. A manifestação aconteceu no mesmo dia de protestos em capitais de ao menos 11 estados e teve como estopim a denúncia de uma abordagem armada sofrida por um estudante indígena da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) matriculado no campus de Limeira, no interior paulista.

Segundo o Correio da Manhã, a caminhada em Campinas foi conduzida na linha de frente por lideranças indígenas da cidade, pelo Coletivo de Estudantes Indígenas da Unicamp e pelas Acadêmicas Uirapuru. O ato, que também marcou a celebração do resultado das urnas, colocou no centro do debate os direitos territoriais e o combate ao racismo.

O que motivou a manifestação

De acordo com o relato divulgado, o estudante voltava da faculdade no período noturno quando foi interceptado por dois homens em um veículo. Sob a ameaça de uma arma apontada para a cabeça, teria sido alvo de ofensas ligadas ao resultado das eleições presidenciais e de ameaças de morte.

A Reitoria da Unicamp divulgou, em 30 de outubro, uma nota em que condena as agressões registradas em Limeira e classifica qualquer ato de hostilidade ou discriminação como inaceitável. A universidade informou que acompanha as apurações junto aos órgãos de segurança pública e que presta assistência institucional aos alunos atingidos.

Foi uma manifestação completamente necessária e enriquecedora em defesa da vida dos povos indígenas, além de uma denúncia à violência política.

Luísa Monteiro de Barros Giovannetti, uma das organizadoras do ato em Campinas

Orientações aos estudantes

O coletivo de estudantes indígenas orientou os alunos a evitarem deslocamentos isolados à noite, a usarem os canais de denúncia da universidade e a acionarem a Polícia Militar pelo 190 em situações de emergência.

Para casos de intimidação, perseguição ou violência política, o Governo Federal mantém canais gratuitos de atendimento:

  • Disque 100, central do Ministério dos Direitos Humanos, disponível 24 horas;
  • Plataforma Fala.BR, em falabr.cgu.gov.br;
  • Ouvidoria do Ministério dos Povos Indígenas.

Dados no país

Um levantamento da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) aponta 40 casos de violência política contra indígenas entre julho e outubro de 2026, atingindo 30 etnias em 35 territórios de 15 estados. No período eleitoral, o balanço registra sete homicídios, 11 ameaças de morte, 35 episódios de racismo, 18 agressões físicas e sete casos de violência de gênero.

Diante dos episódios, os Ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Igualdade Racial, a Polícia Federal e o Ministério da Justiça criaram uma força-tarefa interministerial para centralizar as investigações e punir os responsáveis.

Fontes desta matéria

  • Correio da Manhã
  • Unicamp
  • Apib
  • Polícia Federal
  • Ministério dos Povos Indígenas
  • Articulação dos Povos Indígenas do Brasil