Ir para o conteúdo
Agora · Atualização Ponte entre Sousas e Joaquim Egídio é fechada para reparo após erosão 21 out 2026, 17h05
São Paulo · Cidades

Moradores do Jardim Aeroporto protestam contra corte de 781 árvores em Congonhas

Cetesb autorizou a retirada de 781 árvores isoladas para a ampliação do aeroporto; moradores dizem que foram pegos de surpresa.

Área verde urbana com árvores de grande porte em bairro da Zona Sul de São Paulo, com a cidade ao fundo
Pulso Regional · Pulso Regional

Moradores do Jardim Aeroporto, na Zona Sul de São Paulo, protestam contra o corte de árvores em uma área verde na região do Aeroporto de Congonhas. Eles dizem que foram pegos de surpresa com o início da retirada da vegetação, segundo reportagem da TV Globo e do g1.

A derrubada está ligada à ampliação do aeroporto. A Aena, concessionária que administra o terminal, prevê construir um novo terminal de passageiros até 2028, com o dobro da área atual. Uma autorização ambiental emitida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em julho de 2025 prevê intervenções na vegetação e indica o corte de 781 árvores isoladas.

Corte começou pela Rua General Pantaleão Teles

A retirada de vegetação começou pela Rua General Pantaleão Teles. No primeiro dia de intervenção, troncos, galhos e restos de árvores ficaram espalhados pelo local, e moradores passaram a temer que toda a vegetação da área seja retirada nos próximos dias. O protesto foi organizado por quem vive no entorno da área verde.

Procurada pela TV Globo, a Aena afirmou que a retirada da vegetação é necessária para garantir a segurança das operações aeronáuticas. A concessionária também declarou que fará a compensação ambiental pelas árvores retiradas.

O que está em jogo para a região

A área verde do Jardim Aeroporto cumpre funções que vão além da paisagem: ajuda a conter a temperatura em um dos trechos mais adensados da Zona Sul, absorve parte da água da chuva e serve de espaço de convivência para os moradores. A ampliação de Congonhas está prevista no contrato de concessão do aeroporto e deve dobrar a capacidade de atendimento do terminal, o mais movimentado da cidade para voos domésticos.

Para quem mora na região, a dúvida agora é sobre o ritmo e o alcance da supressão: os moradores querem saber quantas árvores serão efetivamente retiradas e como será feita a compensação prometida pela concessionária. A Cetesb, órgão estadual responsável pela autorização, condicionou as intervenções à apresentação de medidas compensatórias.

O caso reacende a discussão sobre o equilíbrio entre obras de infraestrutura de transporte e a preservação de áreas verdes em bairros já consolidados da capital — tema recorrente em projetos de expansão viária e aeroportuária na cidade.

Segundo a concessionária, a retirada da vegetação é necessária para garantir a segurança das operações aeronáuticas, e a compensação ambiental pelas árvores retiradas será feita. Até o momento, não há informação oficial sobre suspensão das intervenções após o protesto dos moradores.

A reportagem procurou os órgãos envolvidos. A Aena se manifestou sobre a necessidade do corte e sobre a compensação ambiental; a Cetesb consta como responsável pela autorização que previu as 781 árvores isoladas. Moradores da região dizem que pretendem acompanhar os próximos dias de obra e cobrar publicidade sobre o total de árvores a serem retiradas.