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Piracicaba · Geral

Projeto Viva leva interconsulta com especialista a 30 unidades de saúde de Piracicaba até 30/11

Médicos das UBS passaram a discutir casos por vídeo com especialistas; projeto começou em 1º de outubro e deve chegar a 30 unidades até 30 de novembro.

Mesa de consultório em unidade básica de saúde, com estetoscópio e prontuário de papel
Pulso Regional · Pulso Regional

Médicos das unidades básicas de saúde de Piracicaba começaram a discutir casos diretamente com especialistas por videochamada, sem que o paciente precise esperar por uma consulta especializada na agenda da rede. A mudança faz parte do Projeto Viva, iniciado em 1º de outubro em oito unidades-piloto e que deve alcançar 30 unidades da rede municipal até 30 de novembro, segundo a Prefeitura de Piracicaba.

O mecanismo é a interconsulta: o clínico da Atenção Primária conversa por vídeo com o especialista durante o próprio atendimento e recebe orientação sobre a conduta a seguir, incluindo a possibilidade de solicitar exames que, pelo fluxo anterior, não poderiam partir dele. A proposta é aproximar o conhecimento especializado das equipes que já acompanham o morador, reduzindo o intervalo entre o pedido médico e o procedimento.

Um caso citado pela prefeitura ilustra o funcionamento. Na UBS Vila Cristina, a médica Maria Virgínia Braggio Ferreira identificou em um paciente uma alteração no pé que exigia avaliação de um cirurgião vascular. Em vez de encaminhar o caso e aguardar a fila da especialidade, ela fez a interconsulta por vídeo. O especialista orientou a conduta, indicou a prescrição de um medicamento e recomendou um exame de ultrassonografia com Doppler, que a médica pôde solicitar diretamente.

“Essa mudança no atendimento garante maior resolutividade, diminui o tempo de acesso para o paciente e é benéfica também para os profissionais.”

Maria Virgínia Braggio Ferreira, médica da UBS Vila Cristina

A profissional relata que, desde a implantação do projeto na unidade, já realizou interconsultas com especialistas em ortopedia, gastroenterologia e dermatologia, e avalia as experiências como positivas.

Como funciona para quem usa o SUS na cidade

Quem procura uma UBS continua sendo atendido pelo clínico geral ou pelo médico de família da equipe de referência. A diferença aparece quando esse profissional identifica a necessidade de apoio especializado durante a consulta: a discussão do caso passa a ocorrer na hora, por vídeo, em vez de virar um encaminhamento para a fila de especialidades.

  • Início: 1º de outubro, em oito unidades de saúde;
  • Até o fim de outubro: previsão de incorporar outras oito unidades;
  • Até 30 de novembro: expectativa de chegar a 30 unidades da rede municipal;
  • Especialidades já acionadas nas unidades-piloto: ortopedia, gastroenterologia e dermatologia, além da vascular.

O projeto também prevê a revisão de etapas na solicitação e na realização de exames, com o objetivo de encurtar o caminho do paciente dentro da rede municipal. A prefeitura afirma que a expansão será acompanhada da avaliação dos resultados e da experiência dos profissionais, para ajustar o modelo antes de ampliá-lo.

Na prática, a iniciativa não muda o ponto de entrada do atendimento: a porta continua sendo a unidade básica de saúde do bairro. O que muda é o tempo de resposta para casos que exigem uma segunda opinião especializada, que passam a contar com apoio remoto do especialista no mesmo momento do atendimento.

A Atenção Primária é considerada a principal porta de entrada do SUS e concentra a maior parte dos atendimentos da rede municipal. A expectativa da prefeitura com o Projeto Viva é aumentar o número de casos resolvidos ainda na unidade e evitar que o morador precise percorrer vários pontos da rede para chegar à orientação de que necessita.

Fontes desta matéria

  • Prefeitura de Piracicaba