Piracicaba tem outubro mais chuvoso em mais de um século, com 260 mm de chuva
Volume supera o recorde anterior, de 254,5 mm em 1982, e o Rio Piracicaba chegou a 5,96 m no dia 25, com transbordamentos em áreas ribeirinhas.
Piracicaba acumulou 260 milímetros de chuva em outubro até a manhã desta sexta-feira (30), o maior volume registrado para o mês desde o início das medições, em 1917. O dado é da Esalq/USP e foi noticiado pelo PIRANOT.
O total supera o recorde anterior de outubro, de 254,5 milímetros, medido em 1982. Segundo a Esalq/USP, o acumulado também representa 136,1% a mais do que a média histórica esperada para o mês, o que evidencia a intensidade das chuvas das últimas semanas.
Com o novo índice, outubro de 2026 passa a ser o outubro mais chuvoso da série histórica do município, que começou há mais de um século.
A medição da Esalq/USP é referência para a cidade porque acompanha há décadas o regime de chuvas de Piracicaba e serve de base para comparações entre anos. O levantamento aponta que outubro de 2026 superou, com folga, o desempenho de 1982, até então o maior da série.
Rio Piracicaba chegou a 5,96 metros
As chuvas tiveram efeito direto sobre o Rio Piracicaba. No domingo (25), o manancial atingiu 5,96 metros e provocou transbordamentos e alagamentos em áreas próximas às margens, segundo o PIRANOT.
O nível do rio é um dos principais indicadores do impacto da chuva na cidade, porque o leito corta a área urbana e passa por trechos de várzea usados para lazer e circulação, como a região da Rua do Porto. Quando o manancial sobe, margens, ciclovias e vias próximas ficam mais sujeitas a alagamento.
A série histórica de Piracicaba, iniciada em 1917, ajuda a dimensionar o quanto este outubro fugiu do padrão. A marca de 2026 ficou acima de tudo o que havia sido medido para o mês em mais de cem anos de registros.
O que acompanhar
Para quem mora nas áreas próximas ao rio, a recomendação é acompanhar o nível do manancial e os dados de chuva divulgados pela Esalq/USP, que mantém as medições do município. Os acumulados de outubro, já recordes, explicam por que o mês teve transbordamentos e alagamentos em trechos ribeirinhos.
O recorde de outubro, segundo o PIRANOT, coroa uma sequência de semanas de chuva intensa que deixou marcas no nível do rio e nas áreas de várzea da cidade.
Fontes desta matéria
- PIRANOT
- Esalq/USP
- Esalq