PM resgata mulher mantida em cativeiro e prende quatro suspeitos em Caçapava
Vítima de 40 anos foi abordada na Vila Menino Jesus e achada com escoriações no Loteamento Pitangueiras; quatro seguem presos preventivamente.
Uma ação conjunta das polícias Militar e Civil resgatou na tarde desta quarta-feira (28) uma mulher de 40 anos que era mantida em cativeiro em Caçapava. Segundo o portal MEON, a vítima havia sido sequestrada à força e estava sendo submetida a um julgamento paralelo por suspeitos em um imóvel no Loteamento Pitangueiras.
A intervenção começou por volta das 12h, após denúncias ao telefone 190. Moradores relataram que a mulher foi colocada à força dentro de um Volkswagen Polo no bairro Vila Menino Jesus, enquanto caminhava para o trabalho. Equipes do 46º Batalhão de Polícia Militar do Interior e do 3º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) iniciaram buscas e localizaram o grupo no Loteamento Pitangueiras.
Como foi o resgate
No local, os policiais abordaram um homem de 46 anos que tentava deixar o imóvel a bordo de uma Fiat Toro. Ele foi identificado como o autor do rapto. Dentro da casa, a vítima foi encontrada com escoriações e hematomas causados pelas agressões, que teriam incluído golpes de pau, conforme o MEON. Três mulheres, de 54, 47 e 33 anos, também foram detidas.
Segundo o portal, o carro que levou a mulher era conduzido pelo ex-companheiro dela, com o auxílio das outras três mulheres. As apurações preliminares apontam que a vítima foi raptada e espancada para ser obrigada a confessar a autoria de uma denúncia por lavagem de dinheiro contra a empresa de um casal, além da cobrança de uma suposta dívida.
Já a defesa da vítima informou que o valor de R$ 25 mil exigido pelo agressor se refere a quantias repassadas voluntariamente durante o relacionamento que os dois mantiveram. A mulher passou por exames periciais no Instituto Médico Legal (IML).
Presos e enquadramento
A ocorrência foi registrada no Distrito Policial de Caçapava, e os quatro suspeitos foram autuados em flagrante. A Polícia Civil confirmou que o grupo permanece preso preventivamente, à disposição da Justiça, e que o caso foi enquadrado como arrebatamento, lesão corporal e ameaça no âmbito da Lei Maria da Penha.
De acordo com o MEON, todos os detidos já acumulavam passagens pela polícia. A Polícia Civil segue com a ocorrência na delegacia da cidade, e os suspeitos aguardam as próximas decisões da Justiça.
Fontes desta matéria
- MEON
- Polícia Militar
- Polícia Civil