Rio Preto oferece pelo SUS exame DNA-HPV que detecta risco de câncer de colo do útero antes de lesões
Teste molecular está disponível nas UBSs da cidade e, com resultado negativo, o preventivo pode ser feito a cada cinco anos pelo SUS.
São José do Rio Preto é uma das três cidades do estado de São Paulo selecionadas para oferecer, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), um exame molecular capaz de identificar o HPV de alto risco antes mesmo do surgimento de lesões que podem levar ao câncer de colo do útero. A informação é do g1. O teste de DNA-HPV está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município e, conforme o Ministério da Saúde, foi implantado também em Ribeirão Preto e Mauá.
O exame identifica a presença do papilomavírus humano, com foco nos subtipos 16 e 18, classificados como de alto risco para o desenvolvimento de tumores. A coleta é feita nas UBSs por profissionais capacitados, e parte das pacientes pode realizar a autocoleta orientada. O Papanicolau, exame preventivo tradicional, continua disponível na rede pública durante a fase de transição e expansão da nova tecnologia.
O que muda para quem faz o preventivo
A principal diferença está no intervalo entre os exames. Quando o resultado do DNA-HPV é negativo, o protocolo clínico permite ampliar de três para até cinco anos o prazo para a próxima coleta. Segundo o Ministério da Saúde, o método também tem menor índice de amostras inconclusivas e emite os laudos com mais agilidade, o que reduz o tempo de espera por um resultado.
Na prática, quem mora em São José do Rio Preto e faz o acompanhamento pela rede pública passa a contar com uma tecnologia de detecção precoce que chega antes das lesões pré-cancerígenas. Como o câncer de colo do útero costuma não apresentar sintomas no início, a realização periódica do exame segue sendo a principal forma de encontrar a doença em fase inicial.
Prevenção e sintomas
A prevenção combina a vacinação contra o HPV e a realização periódica dos exames. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 19,3 mil novos diagnósticos anuais da doença até 2028. Quando identificada em fase inicial, a chance de cura chega a 100%.
Sinais que merecem investigação por um profissional de saúde incluem:
- sangramento durante ou após a relação sexual;
- sangramento entre as menstruações;
- sangramento depois da menopausa;
- corrimento vaginal com sangue ou com mau cheiro.
Em casos mais avançados, podem aparecer dor na região da pelve ou na parte baixa das costas. O HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo, com mais de 200 tipos conhecidos, e está fortemente associado à infecção persistente pelo vírus.
Onde fazer o exame
A coleta do material do DNA-HPV é realizada nas UBSs da cidade. A lista com os endereços de todos os postos está disponível nos canais oficiais do município. A orientação é procurar a unidade de saúde de referência para verificar o atendimento e o agendamento conforme o protocolo local.
Fontes desta matéria
- g1
- Ministério da Saúde
- Instituto Nacional de Câncer