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Agora · Atualização Inmet alerta para tempestade com ventos de 60 km/h e granizo em Presidente Prudente 4 nov 2026, 15h11
Presidente Prudente

Capela da ‘santa prudentina’ atrai devotos há mais de 80 anos em Presidente Prudente

Túmulo de Berta Lúcia Fonseca, no Cemitério Municipal São João Batista, recebe brinquedos e agradecimentos de devotos no Dia de Finados.

Flores e velas acesas deixadas como agradecimento por devotos em Presidente Prudente
Pulso Regional · Pulso Regional

Há mais de 80 anos, a capela que abriga o túmulo de Berta Lúcia Fonseca, no Cemitério Municipal São João Batista, em Presidente Prudente (SP), está entre os pontos mais visitados da cidade no Dia de Finados. Conhecida popularmente como a “santa prudentina”, a menina que morreu aos 4 anos, em 1944, tornou-se símbolo de fé para moradores que deixam brinquedos, flores e mensagens de agradecimento no local, conforme mostraram o g1 e a TV TEM.

Berta Lúcia Fonseca nasceu em 15 de novembro de 1939, em Minas Gerais. Pouco tempo depois, o pai morreu e a mãe, Ana Lúcia, mudou-se com a filha para Presidente Prudente. Aos quatro anos, a menina adoeceu em razão de uma infecção no cérebro e morreu em 16 de fevereiro de 1944.

Como a devoção começou

Depois da morte da filha, Ana Lúcia passou a relatar graças alcançadas por meio da intercessão de Berta. O primeiro testemunho, segundo a família, envolveu um acidente doméstico na cozinha, quando uma panela de pressão teria estourado e a mãe pediu proteção à menina: o pedido, conta a família, foi atendido.

“Daí pra frente começou a fé que o povo tem e a consideram como uma santa.”

Eliana Galvão Martinelli, irmã de Berta Lúcia, em entrevista ao g1

Ao longo das décadas, os relatos se espalharam pela cidade e transformaram Berta, popularmente, em uma santa do interior paulista. Os parentes afirmam que a menina segue “ajudando, abençoando e protegendo” quem recorre a ela — versão que se mantém viva na tradição oral e nos agradecimentos deixados por devotos.

Um túmulo transformado em capela

No Cemitério Municipal São João Batista, o túmulo onde Berta está enterrada foi convertido em uma capela. No espaço, os devotos costumam deixar bonecas, outros brinquedos, imagens de santos católicos e placas com agradecimentos por graças consideradas alcançadas.

O hábito faz da capela um dos cenários mais movimentados do feriado de Finados em Presidente Prudente. A visitação integra a rotina de quem procura o cemitério nesta época do ano e ajuda a explicar a permanência da devoção: para muitos moradores, o local é ponto de oração e de gratidão, e não apenas um túmulo entre os demais.

O que muda para quem visita

  • O acesso é aberto ao público, dentro do horário de funcionamento do Cemitério Municipal São João Batista.
  • Os devotos podem deixar flores, velas e brinquedos como forma de agradecimento.
  • No feriado de Finados, a movimentação no local aumenta e a capela fica entre as mais procuradas da cidade.

A história de Berta Lúcia se confunde com a própria memória de Presidente Prudente e segue sendo transmitida por gerações de famílias, que mantêm no cemitério municipal um ponto de encontro entre fé, lembrança e tradição.

Fontes desta matéria

  • g1
  • TV TEM