Capela da ‘santa prudentina’ atrai devotos há mais de 80 anos em Presidente Prudente
Túmulo de Berta Lúcia Fonseca, no Cemitério Municipal São João Batista, recebe brinquedos e agradecimentos de devotos no Dia de Finados.
Há mais de 80 anos, a capela que abriga o túmulo de Berta Lúcia Fonseca, no Cemitério Municipal São João Batista, em Presidente Prudente (SP), está entre os pontos mais visitados da cidade no Dia de Finados. Conhecida popularmente como a “santa prudentina”, a menina que morreu aos 4 anos, em 1944, tornou-se símbolo de fé para moradores que deixam brinquedos, flores e mensagens de agradecimento no local, conforme mostraram o g1 e a TV TEM.
Berta Lúcia Fonseca nasceu em 15 de novembro de 1939, em Minas Gerais. Pouco tempo depois, o pai morreu e a mãe, Ana Lúcia, mudou-se com a filha para Presidente Prudente. Aos quatro anos, a menina adoeceu em razão de uma infecção no cérebro e morreu em 16 de fevereiro de 1944.
Como a devoção começou
Depois da morte da filha, Ana Lúcia passou a relatar graças alcançadas por meio da intercessão de Berta. O primeiro testemunho, segundo a família, envolveu um acidente doméstico na cozinha, quando uma panela de pressão teria estourado e a mãe pediu proteção à menina: o pedido, conta a família, foi atendido.
“Daí pra frente começou a fé que o povo tem e a consideram como uma santa.”
Ao longo das décadas, os relatos se espalharam pela cidade e transformaram Berta, popularmente, em uma santa do interior paulista. Os parentes afirmam que a menina segue “ajudando, abençoando e protegendo” quem recorre a ela — versão que se mantém viva na tradição oral e nos agradecimentos deixados por devotos.
Um túmulo transformado em capela
No Cemitério Municipal São João Batista, o túmulo onde Berta está enterrada foi convertido em uma capela. No espaço, os devotos costumam deixar bonecas, outros brinquedos, imagens de santos católicos e placas com agradecimentos por graças consideradas alcançadas.
O hábito faz da capela um dos cenários mais movimentados do feriado de Finados em Presidente Prudente. A visitação integra a rotina de quem procura o cemitério nesta época do ano e ajuda a explicar a permanência da devoção: para muitos moradores, o local é ponto de oração e de gratidão, e não apenas um túmulo entre os demais.
O que muda para quem visita
- O acesso é aberto ao público, dentro do horário de funcionamento do Cemitério Municipal São João Batista.
- Os devotos podem deixar flores, velas e brinquedos como forma de agradecimento.
- No feriado de Finados, a movimentação no local aumenta e a capela fica entre as mais procuradas da cidade.
A história de Berta Lúcia se confunde com a própria memória de Presidente Prudente e segue sendo transmitida por gerações de famílias, que mantêm no cemitério municipal um ponto de encontro entre fé, lembrança e tradição.
Fontes desta matéria
- g1
- TV TEM