Pastejo noturno aumenta produção de leite em propriedade de Pirapozinho
Produtor de Pirapozinho adota há 20 anos o pastejo noturno, manejo que reduz o calor sobre o rebanho e ajuda a manter a produção de leite.
Produtores de leite de Pirapozinho estão trocando o horário de alimentação do rebanho para driblar o calor. A técnica, chamada de pastejo noturno, leva o gado aos piquetes no fim da tarde e durante a noite, quando a temperatura cai, e tem dado resultado na produção leiteira da região do oeste paulista. A reportagem foi exibida pelo programa Nosso Campo, da TV TEM, e divulgada pelo g1 neste domingo (1º).
Na propriedade de Osmar Cardoso, em Pirapozinho, o manejo já é rotina há 20 anos. Ele mantém 32 piquetes, que são abertos apenas ao entardecer. Segundo o pecuarista, o sistema evita que o rebanho enfrente as altas temperaturas do dia e melhora o descanso dos animais. O gado da raça Jersey, de porte menor, também ajuda a aproveitar melhor o espaço disponível na fazenda.
O princípio é simples: em vez de deixar os animais pastando sob o sol forte, o produtor concentra a alimentação nas horas mais amenas. Com menos calor, o gado gasta menos energia para se manter em conforto e sobra mais para a produção de leite. É por isso que, segundo o g1, pecuaristas de Presidente Prudente que adotaram o modelo há pouco tempo já relatam resultados positivos: as vacas passaram a produzir cerca de três litros a mais de leite por dia, além de se mostrarem mais tranquilas.
Adaptação é rápida, diz especialista
Para o engenheiro agrônomo Wilson Antonio de Barros, a mudança de rotina não exige grandes obras nem investimento pesado. Ele explica que os animais se adaptam rapidamente porque o hábito remete ao comportamento natural da espécie, herdado de quando vivia em estado selvagem e se alimentava em horários mais frescos.
Além da produtividade, o pastejo noturno é tratado pelos produtores como uma medida de bem-estar animal. O descanso na sombra durante o dia reduz o estresse térmico, fator apontado como essencial para manter a lactação estável em períodos de calor intenso.
O que muda para quem vive da atividade
- Manejo de piquetes: o rebanho entra na pastagem no fim da tarde e à noite, e não nas horas mais quentes;
- Escolha do rebanho: animais de menor porte, como os da raça Jersey, facilitam o uso do espaço;
- Resultado esperado: mais conforto para as vacas e ganho de produção de leite.
A adoção da técnica em uma propriedade de Pirapozinho mostra que o ajuste no horário de pastejo tem sido uma saída de baixo custo para quem trabalha com leite na região. Para pequenos e médios produtores, a experiência serve como referência de manejo que combina produtividade e conforto do rebanho, sem depender de grandes investimentos em infraestrutura.
Fontes desta matéria
- g1
- Osmar Cardoso
- Wilson Antonio de Barros
- TV TEM