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Mogi Guaçu · Meio ambiente

Defeso da piracema entra em vigor e restringe a pesca no rio Mogi Guaçu até fevereiro de 2027

Pesca de espécies nativas fica proibida na bacia do rio Paraná, que inclui o rio Mogi Guaçu, até 28 de fevereiro de 2027.

Rio de águas calmas ao amanhecer, com vegetação nas margens e reflexo do sol na superfície
Pulso Regional · Pulso Regional

Entrou em vigor em 1º de novembro o defeso da piracema nas duas principais bacias hidrográficas do Estado de São Paulo, entre elas a do rio Paraná, à qual pertence o rio Mogi Guaçu. A restrição segue até 28 de fevereiro de 2027 e, durante todo esse período, a pesca passa a ser permitida apenas para espécies não nativas, conforme noticiou o UOL com base em informações da Agência Estado.

O defeso é o período em que a pesca é limitada para proteger a reprodução dos peixes. Nesta época do ano, cardumes de espécies nativas sobem os rios para desovar, fenômeno conhecido como piracema. A regra alcança rios, córregos e reservatórios das bacias abrangidas e vale tanto para quem pesca por lazer quanto para quem vive da atividade.

O que muda em Mogi Guaçu

Como o rio Mogi Guaçu integra a bacia do rio Paraná, o defeso alcança a cidade e a região. Na prática, a captura de peixes nativos fica suspensa até o fim de fevereiro de 2027, e apenas as espécies não nativas podem ser pescadas nesse intervalo, segundo o que foi divulgado sobre o período.

Para o morador que costuma pescar nas margens do rio, nos afluentes ou em represas da região, a orientação é verificar antes quais espécies são consideradas não nativas e quais continuam protegidas durante o defeso, além de confirmar as regras vigentes para o local escolhido. A lista de espécies e as condições de pesca são definidas pelo poder público e podem trazer exigências específicas para cada bacia.

Por que o período existe

A piracema é uma etapa do ciclo de vida de várias espécies de água doce. Durante a subida, os peixes se deslocam por longas distâncias até as áreas de desova, o que os deixa mais vulneráveis à captura. A limitação da pesca nesse intervalo busca garantir que os ovos sejam depositados e que novos cardumes cheguem aos rios nos anos seguintes.

Em trechos urbanos e rurais de Mogi Guaçu, a pesca tem peso no lazer de moradores e também na atividade de pescadores profissionais. Por isso, o calendário do defeso costuma alterar a rotina de quem depende do rio: o trabalho segue apenas com as espécies permitidas e dentro das condições estabelecidas pela fiscalização ambiental.

Até quando vale

O período começou em 1º de novembro e termina em 28 de fevereiro de 2027. Depois dessa data, a pesca nas duas bacias volta a seguir as regras normais fora do defeso. Quem pesca na região deve acompanhar os comunicados oficiais, porque eventuais ajustes podem alterar prazos e condições ao longo da temporada.

A recomendação é simples: antes de sair para o rio, confirmar o que está liberado e respeitar a proteção das espécies nativas, que também garantem a pesca nos próximos anos.

Fontes desta matéria

  • UOL
  • Agência Estado
  • uol.com.br