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Mirassol

Mirassol FC mantém folha de R$ 4,1 milhões por mês e segue sem virar SAF

Clube que disputa a Série A tem orçamento enxuto e é citado como exemplo de gestão entre times do interior paulista.

Estádio de futebol à noite com refletores acesos sobre o gramado e arquibancadas vazias
Pulso Regional · Pulso Regional

O Mirassol FC, que disputa a Série A do Campeonato Brasileiro e briga para se manter na primeira divisão, não é uma SAF e administra uma folha salarial de cerca de R$ 4,1 milhões por mês. Os números foram apresentados em coluna publicada pelo Futebol Interior e assinada pelo jornalista Ariovaldo Izac.

Segundo a análise, o custo mensal do futebol mirassolense é uma fração do que gastam os grandes clubes do país. O texto usa como comparação o Flamengo, cujo custo chega a cerca de R$ 37 milhões por mês, e afirma que o Mirassol gasta aproximadamente o dobro do Guarani, que disputou a Série C.

Gestão sem SAF

De acordo com a coluna, o clube não adotou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol, formato que se tornou caminho comum entre clubes brasileiros na última década. No Mirassol, o dirigente Juninho Antunes é apontado como o responsável pelas finanças e pelo futebol.

A cidade tem cerca de 66.102 habitantes, segundo a estimativa citada no texto, número cerca de vinte vezes menor que a população de Campinas. O tamanho reduzido do município é usado como argumento para comparar a gestão mirassolense com a de outros clubes do interior paulista que também buscam espaço na elite do futebol nacional.

O que isso significa para o torcedor

Gastar menos do que os adversários diretos significa, na prática, margem menor de erro no mercado de transferências e menos folga para reforços de peso. Por outro lado, um orçamento enxuto reduz o risco de dívidas que costumam comprometer clubes de menor porte depois de uma queda de divisão.

O modelo de administração sem SAF mantém o controle do clube nas mãos dos dirigentes atuais, sem a entrada de investidores com participação societária. Para o torcedor mirassolense, isso também significa que a saúde financeira da equipe segue ligada ao desempenho esportivo e às receitas de bilheteria, patrocínio e cotas de televisão.

O debate sobre gestão ganha peso em um momento em que o time precisa de resultados em campo para permanecer na Série A, competição que garante as maiores cotas de transmissão do futebol brasileiro.

Fontes desta matéria

  • Futebol Interior
  • Ariovaldo Izac (colunista)
  • futebolinterior.com.br