Hospital São Pedro de Mirassol completa um ano com 359 mil procedimentos e 212 leitos
Unidade passou de 59 para 611 atendimentos por dia em 12 meses e planeja bariátrica, neurocirurgia e ortopedia complexa.
O Hospital Regional São Pedro, na Providência de Deus, em Mirassol, fechou o primeiro ano de funcionamento com 359.040 procedimentos realizados e 60.842 pacientes atendidos, vindos de 222 cidades. Os números são do balanço divulgado pela própria unidade. Entre outubro de 2025 e setembro de 2026, a média diária de atendimentos passou de 59 para 611, e a estrutura cresceu de 56 para 212 leitos.
A operação começou em 7 de outubro do ano passado, com as primeiras consultas ambulatoriais: foram 996 atendimentos em 25 dias de funcionamento naquele mês. Doze meses depois, o hospital registrava 6.672 consultas por mês, uma média de 222 por dia. Só em setembro de 2026, a unidade contabilizou 18.332 atendimentos, volume 73% maior que a soma dos três primeiros meses de operação, que ficou em 10.593.
O que o hospital faz hoje
No balanço do primeiro ano, o São Pedro somou 238.236 exames, 50.249 consultas com especialistas e 5.813 procedimentos cirúrgicos. A unidade registrou ainda 601 nascimentos, incluindo um parto de gêmeos. O custo mensal de operação chega a R$ 9,2 milhões, com 800 colaboradores diretos.
Entre os serviços incorporados ao longo do ano estão a ressonância magnética, inaugurada em 31 de agosto de 2026, a primeira cirurgia bariátrica, feita em agosto, e a primeira neurocirurgia, realizada em setembro. De acordo com o Diário da Região, o diretor-geral da instituição, Frei Jacó Silva, afirmou que o hospital está credenciado e estruturado para iniciar também cirurgias ortopédicas complexas, que exigem monitorização do paciente.
Tínhamos somente paredes erguidas. Começar um hospital do zero exige treinamento de todas as equipes e capacidade de atendimento gradual, até que o São Pedro pudesse auxiliar os hospitais e santas casas da região a canalizar a demanda de atendimentos.
Alcance regional e próximos passos
O atendimento ultrapassou os limites de Mirassol. Dos pacientes recebidos no primeiro ano, 23.942 eram moradores do município, o equivalente a 37,8% da população local, estimada em 63.337 habitantes. Ao todo, 62% dos atendimentos vieram de outras cidades e 96% passaram pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para o segundo ano, o planejamento prevê consolidar a média e a alta complexidade e avançar em serviços como cardiologia com hemodinâmica e atendimento a pacientes com acidente vascular cerebral (AVC). Segundo o diretor-geral, ainda não há previsão orçamentária para essas etapas.
Quem passou pela unidade em 2026 relata a diferença de ter o serviço perto de casa. A babá Janaína de Souza Mesquita, de 32 anos, deu à luz a primeira filha, Lívia, em junho. Ela conta que, antes do São Pedro, todo parto de emergência da região era centralizado no Hospital da Criança e Maternidade. Após o nascimento, Janaína teve pré-eclâmpsia, foi levada para a UTI e ficou dez dias internada.
Para a rede pública da região, o hospital funciona hoje como porta de entrada para casos que antes exigiam deslocamento a centros maiores. Os números do primeiro ano indicam que essa demanda já estava represada: dois terços dos atendimentos vieram de municípios vizinhos, e o volume mensal mais que dobrou em relação aos primeiros meses de operação.
Fontes desta matéria
- Diário da Região
- Hospital Regional São Pedro