Júri condena homem a 56 anos de prisão por feminicídio em Araraquara
Pena será cumprida em regime inicial fechado e inclui indenização de R$ 100 mil às duas filhas da vítima; cabe recurso, mas o réu não responderá em liberdade.
O Tribunal do Júri de Araraquara condenou nesta terça-feira (3) um homem a 56 anos de prisão por matar a companheira com golpes de faca no local de trabalho dela, em fevereiro deste ano. A pena deve ser cumprida em regime inicial fechado, segundo o g1.
O crime ocorreu em 12 de fevereiro, no Ponto de Entrega Voluntária (PEV) do Parque das Hortênsias, onde a vítima, Denuzia Pereira de Castro, de 62 anos, trabalhava para a Ecoares, concessionária responsável pelos serviços de limpeza pública de Araraquara. De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o réu jogou o corpo dela em uma caçamba de material reciclável após o ataque.
Segundo o Ministério Público, a denúncia apontou que o relacionamento era marcado por agressões físicas e ameaças constantes, motivadas por ciúme excessivo. No dia do crime, o homem teria ido ao local e pedido dinheiro para comprar drogas; depois, voltou armado com uma faca e iniciou uma discussão que terminou no ataque. Ele foi detido nas proximidades ainda com a faca em mãos e resistiu à abordagem, de acordo com a polícia.
A sentença considerou o feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, com agravantes pelo fato de a vítima ter mais de 60 anos, pelo emprego de meio cruel e pelo uso de recurso que dificultou a defesa. O juiz Giovani Augusto Serra Azul Guimarães afirmou que o condenado “agiu com extrema culpabilidade e revelou ter uma personalidade violenta, possessiva e perversa”.
Além da pena, o réu terá de pagar indenização de R$ 50 mil a cada uma das duas filhas da vítima, totalizando R$ 100 mil. Conforme o MPSP, cabe recurso da decisão, mas o condenado não poderá recorrer em liberdade. O g1 informou que não conseguiu contato com a defesa até a última atualização da reportagem.
Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, e pelo 190, da Polícia Militar.
Fontes desta matéria
- g1
- Ministério Público de São Paulo
- Ministério Público
- MPSP