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Agora · Atualização Inmet alerta para tempestade com ventos de 60 km/h e granizo em Presidente Prudente 4 nov 2026, 15h11
Amparo · Meio ambiente

Vazão do Rio Camanducaia, em Amparo, cresce 10 vezes em outubro de 2026

Maior alta entre os mananciais monitorados, a vazão do rio que passa pela cidade subiu de 2,2 mil para 22 mil litros por segundo no mês passado

Rio caudaloso de água volumosa atravessando área verde na periferia de uma cidade do interior, com margens arborizadas no fim da tarde
Pulso Regional · Pulso Regional

As vazões médias dos rios que abastecem a região de Campinas aumentaram até 10 vezes em outubro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado. O maior crescimento foi registrado no Rio Camanducaia, em Amparo: a vazão média passou de 2,2 mil litros por segundo, em outubro de 2025, para 22 mil litros por segundo no mês passado, segundo levantamento do g1 com base no sistema de monitoramento do Consórcio das Bacias PCJ e da Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica.

O Camanducaia está entre os mananciais monitorados pelo consórcio na região. Os dados foram reunidos em oito pontos de medição de rios das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí que abastecem a região.

Chuvas frequentes explicam a alta

De acordo com Aguinaldo Brito Junior, coordenador de projetos do Consórcio PCJ, o aumento está ligado ao volume maior de chuvas nas cabeceiras dos mananciais e na própria região. A tendência, afirma, é de abastecimento mais tranquilo em 2026.

“Tudo indica que vai ser um ano com abastecimento mais tranquilo do que foi o ano passado.”

Aguinaldo Brito Junior, coordenador de projetos do Consórcio PCJ

Em Campinas, o acumulado de chuva em outubro chegou a 376 milímetros, mais que o triplo da média climatológica do mês, de 117 milímetros, e o maior volume para um outubro desde 1991, início da série histórica do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), da Unicamp. O meteorologista Bruno Bainy cita influência parcial do El Niño na frequência das precipitações.

O Rio Atibaia, que abastece 95% de Campinas, subiu de 11,3 mil para 38,7 mil litros por segundo, conforme o levantamento. Já o Rio Piracicaba, em Americana, teve vazão média de 140,2 mil litros por segundo em outubro, segundo o Departamento de Água e Esgoto (DAE) do município.

O que muda para quem vive em Amparo

Rios com mais água ampliam a capacidade de reservação e reduzem o risco de desabastecimento ao longo de 2026, na avaliação do consórcio. O cenário é oposto ao de 2025, quando Americana decretou emergência hídrica por causa da baixa vazão do Piracicaba e enfrentou problemas no tratamento da água.

A expectativa é que as vazões continuem caindo nos próximos meses, mas se estabilizem em um patamar superior ao do ano passado, o que dá mais segurança aos sistemas de abastecimento dos municípios da região, incluindo Amparo.

Fontes desta matéria

  • g1
  • Consórcio das Bacias PCJ
  • Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica
  • Cepagri/Unicamp
  • Aguinaldo Brito Junior
  • Departamento de Água e Esgoto