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São Paulo

Tarcísio demite de novo tenente da PM acusado de matar o lutador Leandro Lo

Novo decreto publicado no Diário Oficial restabelece a punição administrativa; o policial perde o cargo e o direito à remuneração, e a defesa vai recorrer.

Vista aérea de prédio público moderno com fachada de vidro e área verde ao redor
Pulso Regional · Pulso Regional

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), demitiu novamente o tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, acusado de matar o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo. O novo decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta semana, conforme apurou o Estadão.

O militar foi acusado de atirar na cabeça do lutador em 7 de agosto de 2022, durante um show no Clube Sírio, na capital paulista, após um desentendimento entre os dois. Com a nova decisão, Velozo deixa a corporação e perde o direito à remuneração.

Vaivém na Justiça

A demissão restabelece a punição administrativa aplicada em setembro do ano passado, que havia sido revertida temporariamente em outubro de 2025. Na época, a defesa de Velozo recorreu à Justiça e obteve uma decisão favorável à reintegração, quando ele voltou a receber salário bruto mensal de R$ 14,6 mil.

Em novembro de 2025, o tenente reassumiu o cargo após ser absolvido pelo Tribunal do Júri, que acolheu a tese de legítima defesa. No mês seguinte, porém, foi afastado e passou a receber um terço do salário, proibido de usar uniforme e de exercer atividades policiais até uma decisão definitiva. Em fevereiro deste ano, a Justiça de São Paulo manteve a demissão, apesar da absolvição na esfera criminal.

O novo decreto cumpre um acórdão definitivo do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Defesa vai recorrer

Procurada pelo Estadão, a defesa do militar informou que vai recorrer da medida. “Uma decisão passível de recurso e que a defesa irá combater”, afirmou o advogado Claudio Dalledone.

Na Justiça comum, o Ministério Público denunciou Velozo por homicídio triplamente qualificado, com os qualificadores motivo torpe, emprego de meio insidioso ou cruel e traição ou emboscada. A denúncia foi aceita e ele se tornou réu. O Tribunal do Júri, no entanto, o absolveu.

Fátima Lo, mãe do lutador, compartilhou em seu perfil no Instagram uma publicação que afirma que o campeão “não teve sua justiça feita”.

O que muda

Com o decreto, o tenente deixa de integrar o quadro da Polícia Militar e não recebe mais remuneração pelos cofres públicos. A defesa ainda pode tentar reverter a decisão na Justiça, e o caso segue em discussão depois de quatro anos do crime.

Fontes desta matéria

  • Estadão
  • Terra
  • ndmais.com.br