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Agora · Atualização Ponte entre Sousas e Joaquim Egídio é fechada para reparo após erosão 21 out 2026, 17h05
São Paulo

Manifestantes protestam na Faria Lima contra suposta interferência da Meta na eleição

Ato na sede da empresa em São Paulo tentou entregar notificação extrajudicial; TSE já limitou a Meta sob multa diária de R$ 500 mil.

Avenida larga com prédios de escritórios de vidro na cidade de São Paulo em dia claro
Pulso Regional · Pulso Regional

Manifestantes protestaram na tarde desta segunda-feira (19) em frente à sede da Meta no Brasil, na Avenida Faria Lima, na Zona Sul de São Paulo, contra o que chamam de interferência da empresa no processo eleitoral. Segundo a TV Globo, os participantes tentaram entregar uma notificação extrajudicial a representantes da companhia, que se recusou a receber o documento.

O ato, batizado “Meta, não se meta na nossa eleição”, foi organizado por entidades da sociedade civil e movimentos sociais. Elas afirmam que a empresa, dona de Facebook, Instagram, Threads, WhatsApp e Meta AI, estaria restringindo conteúdos e perfis ligados a grupos que apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

TSE já limitou a plataforma

Em 15 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral determinou que, até o fim do segundo turno, a Meta não interfira na distribuição de conteúdo político-eleitoral nem de Lula (PT) nem de Flávio Bolsonaro (PL), sob pena de multa diária de R$ 500 mil. A decisão atendeu a ação da campanha do presidente à reeleição, que alegou falhas reiteradas na entrega de postagens da coligação.

Os organizadores dizem que, nas últimas semanas, foram registradas denúncias de perfis banidos, publicações removidas, quedas repentinas de alcance e restrições de funcionalidades sem explicação. Também questionam supostas irregularidades em anúncios eleitorais pagos em moeda estrangeira e o funcionamento dos sistemas de inteligência artificial da empresa na classificação de candidatos.

O que pede a notificação

  • Reparação dos danos que as entidades atribuem à plataforma;
  • Transparência sobre decisões de moderação de conteúdo;
  • Criação de canais de contestação para usuários e organizações afetados;
  • Fim do que chamam de “shadowban”, a redução seletiva de alcance sem aviso claro;
  • Preservação de registros de moderação e de dados de distribuição, para permitir auditorias do TSE, do Ministério Público e da sociedade civil.

O documento seria direcionado a Conrado Leister, diretor da Meta no Brasil. Em nota, a empresa afirmou que “não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição” e que incidentes técnicos recentes afetaram as duas campanhas. A Meta disse ainda que a conta de anúncios da campanha de Lula foi desativada “por engano” em 23 de setembro, por pouco mais de uma hora, e negou motivação política.

O protesto foi articulado pelas organizações CTRL+Z, Código Não Binário, Artigo 19, Diracom, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e Sleeping Giants Brasil.