Região de Rio Preto é prioridade em plano de saúde para calor, queimadas e dengue
Plano estadual para o El Niño inclui a regional entre as áreas prioritárias para preparação da rede de saúde.
A região de São José do Rio Preto está entre as prioridades do plano estadual de saúde para enfrentar os efeitos do El Niño em 2026 e 2027. Apresentado pelo governo paulista na quinta-feira, 15 de outubro, o documento inclui a regional entre as oito com maior prioridade para ondas de calor e queimadas e entre as 13 destacadas para dengue, chikungunya e zika.
A classificação considera os Departamentos Regionais de Saúde, que abrangem conjuntos de municípios. Portanto, o enquadramento não corresponde a um levantamento exclusivo da cidade de Rio Preto nem significa, por si só, que tenha sido decretada uma emergência municipal.
Calor e fumaça entram no planejamento
O plano relaciona o calor intenso a desidratação, exaustão térmica e insolação. Também aponta a possibilidade de agravamento de doenças cardíacas, respiratórias e renais, com aumento da demanda por atendimento. Idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos que exigem maior atenção.
No caso das queimadas, a preocupação envolve a qualidade do ar. Períodos prolongados de seca e calor favorecem incêndios e podem ampliar os problemas respiratórios. Para a rede de saúde, o planejamento prevê identificar esses riscos e acompanhar os trabalhadores mais expostos, especialmente os que exercem atividades ao ar livre.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento persistente e anormal das águas do Pacífico Equatorial. O documento estadual associa o fenômeno, em São Paulo, à elevação das temperaturas médias, a episódios de calor mais intenso e à distribuição irregular das chuvas, sobretudo na primavera e no verão.
Vigilância e continuidade do atendimento
A inclusão da regional de Rio Preto no grupo prioritário para arboviroses coloca também a vigilância de dengue, chikungunya e zika no planejamento. Os riscos descritos abrangem maior transmissão, pressão sobre os serviços e crescimento das internações por casos graves. Trata-se de preparação para possíveis impactos, não de um balanço de novos casos na cidade.
A resposta foi organizada em três etapas: mobilização, alerta e emergência. Entre as ações previstas estão o acompanhamento de boletins meteorológicos, o reforço da vigilância e a preservação do atendimento a pessoas que dependem de cuidados contínuos.
- Atenção a pacientes em diálise ou em tratamento contra o câncer.
- Continuidade da assistência a quem utiliza oxigênio em casa.
- Monitoramento dos riscos de incêndio e comunicação às regionais de saúde.
- Campanhas sobre hidratação e efeitos do estresse climático.
O Estado prevê ainda o envio de medicamentos, soros e vacinas a municípios atingidos por desastres, conforme a necessidade. Para os moradores de Rio Preto, a medida estabelece uma referência de preparação da rede regional; não anuncia uma entrega específica de insumos ou uma mudança imediata nos horários das unidades locais.