Polo da Rede Buriti-SD em Rio Preto abre cadastro para pesquisa sobre síndrome de Down
Podem participar pessoas com síndrome de Down a partir de 6 anos; inscrição é por formulário online e atendimento ocorre na Famerp.
São José do Rio Preto passa a integrar a primeira rede brasileira de pesquisa dedicada à síndrome de Down. O Polo São José do Rio Preto da Rede Buriti-SD foi lançado no sábado, dia 17, e terminou o evento de abertura com 40% das vagas do atual projeto de pesquisa preenchidas. O polo funciona no complexo formado pela Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) e pela Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme), segundo o Diário da Região.
O projeto iniciou o credenciamento de pessoas com síndrome de Down a partir de 6 anos e faz um apelo especial aos adultos com mais de 40 anos, faixa etária ainda pouco representada nos estudos. A participação é gratuita.
O que o polo faz
Depois do cadastro, a equipe do polo entra em contato com a família pelo WhatsApp. A participação inclui encontros com uma psicóloga, uma consulta médica e uma coleta de sangue, que pode ser feita em domicílio pela equipe do laboratório.
Os participantes recebem os resultados de exames como hemograma, glicose, hemoglobina glicada, perfil lipídico, função renal e hepática, hormônios da tireoide, ferro e ferritina, entre outros. As avaliações psicológicas têm finalidade exclusivamente de pesquisa e não constituem diagnóstico. Quando há deslocamento para os encontros presenciais, os custos são reembolsados pelo projeto.
Como se inscrever
- Público: pessoas com síndrome de Down a partir de 6 anos.
- Inscrição: por formulário de interesse online (https://forms.gle/mTSJwf3V4d3BGrQeA), com contato posterior da equipe pelo WhatsApp.
- Onde: complexo da Famerp/Funfarme, em Rio Preto.
- Custo: sem custo para o participante, com reembolso de deslocamento para os encontros presenciais.
Por que isso importa para Rio Preto
A Rede Buriti-SD reúne comunidade científica e sociedade civil em mais de 30 instituições do país. É coordenada pela Faculdade de Medicina da USP e financiada pelo CNPq/MCTI e pelo Instituto Alana. Entre os objetivos estão formar a Coorte Brasileira de Pessoas com Síndrome de Down, criar um biobanco nacional e montar um observatório de dados de saúde, informações que devem orientar o cuidado clínico e as políticas públicas para essa população.
Em Rio Preto, o polo é conduzido pela professora doutora Érika Cristina Pavarino, da Famerp, com uma equipe multidisciplinar que inclui a geneticista Eny Maria Goloni-Bertollo, a médica Beatriz Bertelli, a psicóloga Lanna Gagliardi, a bióloga Jucimara Colombo e doutorandas do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Famerp.
Para as famílias da cidade e da região, a chegada do polo significa acesso a exames e acompanhamento que, de outra forma, dependeriam de deslocamento para outros centros de pesquisa. O lançamento em Rio Preto teve como palestrante principal a diretora executiva da Rede Buriti-SD, Rita Alves, e contou com a presença do diretor geral da Famerp, Helencar Ignácio, do diretor executivo da Funfarme, Horácio Ramalho, e de representantes do Instituto Point Down, organização de Rio Preto voltada à inclusão de pessoas com síndrome de Down.