Operação Dux: PF desarticula esquema de R$ 460 milhões em Rio Preto e região
Três pessoas foram presas em flagrante e oito investigados usarão tornozeleira; 35 mandados foram cumpridos nesta terça-feira (20).
A Polícia Federal de Rio Preto desarticulou nesta terça-feira (20) uma organização suspeita de movimentar R$ 460 milhões em cinco anos com a entrada ilegal de mercadorias vindas do Paraguai. Conforme o Diário da Região, a Operação Dux cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em lojas e residências, resultando em três prisões em flagrante e oito investigados que deverão usar tornozeleiras eletrônicas.
As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Rio Preto. Segundo a investigação, o grupo tinha atuação regional e era composto por 17 pessoas, entre elas um investigador da Polícia Civil. Duas das prisões em flagrante ocorreram após a localização de medicamentos de origem estrangeira e anabolizantes; a terceira esteve relacionada à posse ilegal de arma de fogo e à apreensão de entorpecente.
De iPhones a emagrecedores
Inicialmente voltado ao transporte e à comercialização de iPhones, o esquema chegava a movimentar até 1 mil celulares da marca Apple por mês, além de computadores e outros aparelhos eletrônicos. Como não recolhiam impostos, os produtos eram vendidos bem abaixo do preço de mercado.
A partir de 2025, conforme a PF, a quadrilha mudou o foco e ampliou a vinda ilegal de emagrecedores à base de tirzepatida, semaglutida e liraglutida, comprados ilegalmente no Paraguai. Além da evasão fiscal, os produtos podem representar risco à saúde, porque foram fabricados sem supervisão da Anvisa.
Investigação começou em 2024
De acordo com a PF, a apuração começou a partir de pequenas apreensões de mercadorias em ocorrências atendidas pela própria Polícia Federal e por outras forças de segurança. “Aos poucos, foi sendo possível identificar que não era um fato isolado. Era, de fato, uma organização criminosa mais robusta, voltada para esse tipo de crime”, afirmou o delegado coordenador da PF de Rio Preto, Alexandre Manoel Gonçalves.
Segundo a investigação, o esquema era liderado por um casal de Rio Preto, responsável por organizar uma rede de pessoas contratadas para buscar as mercadorias no país vizinho e abastecer lojistas da região. O grupo repassava em média 15% do faturamento obtido com a venda dos produtos, que eram escondidos antes de seguir para o comércio clandestino.
Parte dos investigados usava terceiros para ocultar patrimônio. A operação também apreendeu veículos, celulares, dinheiro, joias, armas e drogas.
Fontes desta matéria
- Diário da Região
- PF
- thmais.com.br
- Globo