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Agora · Atualização Ponte entre Sousas e Joaquim Egídio é fechada para reparo após erosão 21 out 2026, 17h05
Santo André · Cidades

Operação com apoio do GOE de Santo André prende suspeitos de golpes de R$ 40 milhões com falsos leilões

Três suspeitos foram presos na segunda-feira (19) e um quarto já havia sido detido em Santo André em agosto; o grupo usou 107 contas bancárias.

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A Polícia Civil de Santo André participou, nesta segunda-feira (19), da operação Dou-lhe Uma, que prendeu três suspeitos de integrar um grupo investigado por aplicar golpes com falsos sites de leilão de veículos. As prisões preventivas foram cumpridas na Capital, conforme noticiou o Diário do Grande ABC. Um quarto investigado já havia sido preso em 11 de agosto, em Santo André.

Segundo a investigação conduzida pela 6ª Delegacia de Polícia de Joinville, em Santa Catarina, o grupo movimentou aproximadamente R$ 40 milhões em dois anos e usou de forma fraudulenta 107 contas bancárias. A polícia estima que centenas de pessoas tenham sido vítimas do esquema de estelionato, que também é apurado em outros estados.

Os suspeitos identificados na investigação são Bruna Cristina Oliveira da Silva, de 28 anos; Kevin Dantas de Oliveira, de 32; Valeria Pereira de Lima, de 29; e Rudinei de Moraes e Silva, de 42, preso em agosto no município andreense. A Justiça autorizou o bloqueio de valores e bens dos investigados.

Como funcionava o esquema

De acordo com a polícia, os criminosos criaram diferentes páginas que imitavam plataformas de empresas legítimas de leilão. Anúncios de veículos com preços muito abaixo dos praticados no mercado funcionavam como isca para atrair compradores e convencê-los a fazer pagamentos.

O grupo também contava com integrantes responsáveis por receber e redistribuir os valores, o que dificultava o rastreamento do dinheiro. A investigação identificou ainda o uso de estabelecimentos comerciais para a lavagem dos recursos.

“É um esquema bem orquestrado. Tem aqueles que fabricam o site falso, aqueles que emprestam as contas correntes para receber o dinheiro das vítimas e os responsáveis por diversificar esses valores.”

delegado Rodrigo Bueno Gusso, responsável pelo caso em Joinville

A apuração começou em 2023, depois que uma vítima relatou ter perdido dinheiro ao tentar comprar um veículo anunciado em um site falso. A primeira fase da operação ocorreu no segundo semestre de 2025, com buscas e apreensões de celulares e outros objetos, mas sem prisões. A análise do material apreendido ajudou a identificar os suspeitos apontados como lideranças do grupo.

Apoio em território paulista

A operação teve o apoio do GOE (Grupo de Operações Especiais) de Santo André, que atuou no território paulista. O delegado assistente da Seccional de Santo André e supervisor do GOE, Fabio Goulart, destacou que o trabalho conjunto entre as polícias de São Paulo e de Santa Catarina é o caminho para enfrentar organizações que usam a tecnologia para aplicar golpes em todo o Brasil.

“As fraudes eletrônicas não se limitam às divisas estaduais, atingem vítimas em todo o território nacional e exigem uma atuação cada vez mais integrada das forças policiais.”

Fabio Goulart, delegado assistente da Seccional de Santo André

A Polícia Civil pretende agora cruzar as informações obtidas na operação para identificar outras possíveis vítimas e novos suspeitos. Segundo o delegado responsável, novas prisões não estão descartadas.

Como se proteger

As autoridades orientam quem pretende participar de leilões a verificar a autenticidade das plataformas, conferir se a empresa existe e desconfiar de ofertas com valores muito inferiores aos praticados no mercado. Pagamentos para contas de pessoas físicas, em nome de terceiros, são um dos sinais mais comuns de fraude.