Morador de Santo Anastácio corre fantasiado de Chapolin e vira atração em provas do interior
Servidor público de Santo Anastácio, Alex dos Santos já disputou 25 provas fantasiado de Chapolin e incentiva corredores iniciantes no oeste paulista.
Um morador de Santo Anastácio virou atração nas corridas de rua do interior de São Paulo ao competir vestido de Chapolin. Alex Cristiano Jesus dos Santos, de 46 anos, é servidor público municipal e, desde 2014, usa uma fantasia inspirada no personagem mexicano para incentivar quem participa das provas, segundo reportagem do g1.
Conhecido como “Chapolin Prudentino”, Alex corre desde 1999 e disputou sua primeira prova oficial em 2012, em Presidente Prudente. A fantasia começou de forma simples, como homenagem a Roberto Gómez Bolaños, criador do Chapolin, e ganhou a versão completa na São Silvestre de 2024. Desde então, ele contabiliza 25 provas caracterizado — com gorro, antenas e marreta — e planeja completar uma meia maratona e uma maratona.
O personagem não é só figurino. Em algumas provas, Alex leva um megafone e concentra o incentivo em quem fica no fim do pelotão, os corredores que costumam pensar em desistir. Foi o que aconteceu com uma participante chamada Bruna, que pretendia caminhar 3 quilômetros, entrou por engano no percurso de 6 km e acabou completando o trajeto correndo depois do apoio do corredor fantasiado. Em outro encontro, ela contou que chegou a pensar em desistir da atividade, mas seguiu por causa daquele incentivo.
Por que a história interessa a quem vive em Santo Anastácio
Alex é morador da cidade e leva o nome de Santo Anastácio para as provas do interior paulista. A rotina dele mostra um caminho comum a muitos corredores amadores da região: começar nas provas próximas, como as de Presidente Prudente, e aos poucos ampliar a distância. Depois de mais de duas décadas correndo, ele mantém como meta as duas distâncias mais longas do calendário de rua, a meia maratona (21 km) e a maratona (42 km).
O incentivo a quem está no fim do pelotão é outro ponto que dialoga com a cena local. Em provas de rua de cidades pequenas, boa parte dos inscritos é de estreantes e caminhantes, público que costuma ser o mais afetado pelo cansaço e pela desistência. A presença de alguém fantasiado, com megafone, funciona como um empurrão para esses participantes terminarem o percurso.
A trajetória de Alex também ajuda a dimensionar o calendário esportivo da região: provas em Presidente Prudente e em outras cidades do oeste paulista servem de porta de entrada para quem começa a correr e de teste para quem busca distâncias maiores. Para moradores de Santo Anastácio interessados em competir, a experiência dele indica que é possível começar perto de casa e evoluir aos poucos, sem depender de grandes centros.
A história do “Chapolin Prudentino” circulou nas redes sociais nesta semana e chamou atenção pelo tom bem-humorado da fantasia, mantido em provas de várias cidades do interior. O apelido faz referência a Presidente Prudente, onde ele disputou a primeira prova oficial e onde boa parte do calendário regional costuma acontecer.