Tarifa de ônibus de Presidente Prudente sobe de R$ 5 para R$ 6 em 1º de novembro
Decreto publicado nesta quarta-feira reajusta a passagem pela primeira vez desde 2023; município seguirá bancando 61% do custo do sistema.
A tarifa do transporte coletivo urbano de Presidente Prudente passa de R$ 5 para R$ 6 a partir de 1º de novembro. O reajuste foi oficializado pelo Decreto nº 38.327, publicado no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (21), conforme noticiou o g1.
É o primeiro reajuste desde janeiro de 2023. Segundo a Prefeitura de Presidente Prudente, nesse período o município destinou cerca de R$ 54 milhões em subsídios para cobrir os custos do sistema e manter o valor pago pelos passageiros.
Passageiro passa a pagar 39% do custo
Com a passagem fixada em R$ 6, o usuário passa a cobrir aproximadamente 39% do custo efetivo do serviço. A chamada tarifa técnica, que mede o custo real por passageiro, está em cerca de R$ 15,23, de acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob). A diferença, superior a R$ 9 por passageiro, continua sendo bancada pelo município com recursos públicos e outras fontes de custeio, o equivalente a cerca de 61% do total.
Por que a tarifa subiu
A Semob afirma que a tarifa estava congelada havia três anos, período em que os custos operacionais aumentaram. Entre janeiro de 2023 e julho de 2026, a inflação acumulada pelo IPCA foi de aproximadamente 18,3%, enquanto o custo operacional por quilômetro rodado passou de R$ 10,07 para R$ 12,07, alta de cerca de 20%. A pasta cita combustíveis, salários, encargos trabalhistas, pneus, peças, manutenção e seguros entre os itens que pressionaram o sistema.
O decreto também informa que a atualização atende a cobranças feitas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), no âmbito de uma notícia de fato registrada em 2025. O órgão pediu esclarecimentos sobre a ausência de reajuste anual, os motivos para a manutenção do valor e a situação financeira do transporte público da cidade.
O que muda para quem usa o ônibus
- Nova tarifa: R$ 6, a partir de 1º de novembro de 2026.
- Valor anterior: R$ 5, mantido desde janeiro de 2023.
- Participação do passageiro: cerca de 39% do custo do serviço.
- Subsídio municipal: cerca de 61% do custo, mais de R$ 9 por passageiro.
A prefeitura informou que, antes de definir o reajuste, avaliou medidas para reduzir custos, como mudanças em linhas, itinerários e horários, sobretudo nos serviços de menor demanda. As alterações chegaram a ser implementadas no início de 2026, mas o modelo anterior foi retomado após reivindicações dos usuários.
Segundo a Semob, a pasta segue estudando alternativas para organizar o serviço e atender à população. O decreto afirma que a atualização busca garantir o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão do transporte coletivo.