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Mogi Guaçu · Cidades

PM Ambiental apreende rede, covos e 50 anzóis em patrulha no Rio Mogi Guaçu

Operação Pré-Piracema percorreu o rio entre Pirassununga e Porto Ferreira e também fiscalizou criadouros de aves na região.

Canoa em trecho calmo de rio ao amanhecer, com mata ciliar nas margens e neblina sobre a água
Pulso Regional · Pulso Regional

Policiais militares ambientais apreenderam rede de pesca, covos e anzóis de galho durante patrulhamento náutico no Rio Mogi Guaçu, no trecho entre Pirassununga e Porto Ferreira, dentro da Operação Pré-Piracema. A ação foi divulgada pelo portal Repórter Naressi com informações da Polícia Militar Ambiental (PMAmb).

Conforme o relato da corporação, a equipe do 1º Pelotão navegou por cerca de sete horas, fazendo varredura nas margens e em pontos estratégicos do rio. Foram retirados da água uma rede de aproximadamente 10 metros, três covos do tipo bardoelo e 50 anzóis de galho, todos proibidos. O material foi apreendido e destruído, como determina a legislação ambiental.

A operação também teve ações em outros pontos da região. Em Pirassununga, na área da Balsa e no bairro Cachoeira de Emas, outra equipe apreendeu uma rede de pesca de cerca de sete metros durante quatro horas de navegação e, depois, fez bloqueio policial em terra. Em Araras, um criador de passeriformes foi autuado em R$ 5 mil por manter dez aves registradas no sistema mesmo sem ter mais os espécimes. Em Rio Claro, uma moradora foi multada em R$ 500 por manter uma arara-canindé em cativeiro sem documentação de origem.

O que a fiscalização mira

De acordo com a Polícia Militar Ambiental, o trabalho do período combina três frentes: coibir a pesca predatória em rios e represas, fiscalizar desmatamento ilegal e atender denúncias contra criadouros irregulares de pássaros. No caso da vegetação, houve autuação por destruição não autorizada de mata nativa em área comum e de preservação permanente.

Por que isso interessa a Mogi Guaçu

O Rio Mogi Guaçu dá nome à cidade e corta a região, sendo usado para pesca de lazer e para o turismo de fim de semana em vários municípios vizinhos. A Operação Pré-Piracema, como o próprio nome indica, acontece antes do período de reprodução dos peixes e tem caráter preventivo, com patrulhamento ostensivo justamente para inibir a pesca irregular nessa fase.

  • Petrechos proibidos recolhidos do rio: redes longas, covos e anzóis de galho;
  • Frentes da operação: pesca predatória, desmatamento ilegal e criadouros irregulares de aves;
  • Quem pesca na região deve redobrar a atenção às regras ambientais, que valem para rios e represas da bacia.

Ao morador que flagrar pesca irregular, descarte de material no rio ou captura de animais silvestres, a orientação é registrar denúncia nos canais da Polícia Militar Ambiental ou da Polícia Militar, que encaminham o caso ao pelotão responsável pela área.

Fontes desta matéria

  • Repórter Naressi
  • Polícia Militar Ambiental
  • reporternaressi.com.br