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Guarulhos · Cidades

PF apura furto de carga de R$ 2,5 milhões no aeroporto de Guarulhos

Três funcionários de empresa terceirizada do terminal são suspeitos de desviar placas de vídeo importadas dos Estados Unidos.

Avião de grande porte taxiando em pista de aeroporto ao anoitecer, com torres de iluminação ao fundo
Pulso Regional · Pulso Regional

A Polícia Federal apura o furto de uma carga avaliada em R$ 2,5 milhões no Aeroporto Internacional de Guarulhos, o maior terminal do país. Segundo o UOL, três funcionários de uma empresa terceirizada que atua no aeroporto são suspeitos de participar do desvio do material, um lote de placas de vídeo importadas dos Estados Unidos.

De acordo com a coluna do jornalista Josmar Jozino, no UOL, parte da carga teria ido parar em um site de vendas de São Paulo, o que ajudou a orientar a apuração. As placas de vídeo são componentes de alto valor usados em computadores voltados a jogos e a processamento pesado, justamente o tipo de item que costuma ter saída rápida no mercado paralelo.

Como a investigação avança

A apuração está a cargo da Polícia Federal, que tem atribuição para investigar crimes que ocorrem em área do aeroporto internacional. Pelas informações divulgadas até agora, os suspeitos são funcionários de uma empresa terceirizada, isto é, não são servidores nem empregados diretos da concessionária que administra o terminal. O esquema, segundo o UOL, teria usado a rotina de trabalho na área de cargas para retirar o material do aeroporto.

O caso ainda está em fase de investigação, e não há confirmação de prisões ou de condenações relacionadas ao furto. A reportagem procurou os dados divulgados publicamente e não localizou manifestação oficial sobre o andamento das apurações.

Por que o assunto interessa à cidade

Guarulhos abriga o principal aeroporto do Brasil, em Cumbica, e boa parte da economia e do emprego local gira em torno dele e das empresas que prestam serviços no terminal: carga, limpeza, alimentação, transporte e manutenção. Casos de furto de carga em uma área restrita do aeroporto mexem com a percepção de segurança do terminal e com o custo dos seguros das mercadorias que passam por ali, além de pressionarem as empresas a reforçar controle de acesso e monitoramento.

Quem trabalha no aeroporto, em geral, passa por checagem de antecedentes e por controle de acesso feito pela própria concessionária e pelos órgãos federais que atuam no local. A investigação em curso tende a ser acompanhada de perto por companhias aéreas, importadores e transportadoras que dependem do terminal de Guarulhos. Novas informações sobre o caso devem ser divulgadas pela Polícia Federal conforme a apuração avançar.

Fontes desta matéria

  • uol.com.br
  • UOL
  • Polícia Federal