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Casa Branca · Cidades

Veado resgatado em Casa Branca após acidente aguarda avaliação para prótese

Filhote teve um membro amputado e recebe cuidados em Santa Cruz das Palmeiras; adaptação de prótese depende do crescimento.

Canavial junto à mata nativa em paisagem rural do interior paulista ao fim da tarde.
Pulso Regional · Pulso Regional

Um veado-catingueiro resgatado pela Defesa Civil de Casa Branca após ser atingido por uma colhedora de cana-de-açúcar continua em reabilitação no Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente (IBIMM), em Santa Cruz das Palmeiras. O quadro divulgado neste domingo, 18 de outubro, indica que o animal, chamado Elliot, teve um dos membros amputados e depende de acompanhamento antes de uma possível adaptação de prótese. Não foi informada a data do acidente.

O resgate ocorreu em uma propriedade rural de Casa Branca. Segundo o médico veterinário Armando Cruz Neto, a lesão provocada pela máquina foi grave e tornou necessária a amputação. Depois do atendimento, o filhote passou a receber cuidados na Fazenda Palmares, onde funciona a estrutura de acolhimento do instituto.

Prótese depende do crescimento do filhote

A equipe aguarda que Elliot complete seu desenvolvimento físico para avaliar a adaptação de uma prótese. Portanto, o procedimento ainda não tem data anunciada e não deve ser entendido como uma etapa já iniciada. A proposta é melhorar a mobilidade e o bem-estar do animal, respeitando suas condições de crescimento e recuperação.

De acordo com Armando, mesmo que a prótese seja utilizada, isso não representa garantia de retorno à natureza. A avaliação considera exigências que vão além do deslocamento dentro de um espaço de cuidados: na vida livre, o veado precisaria correr, escapar de predadores, atravessar terrenos irregulares e disputar recursos.

As limitações decorrentes da amputação podem dificultar essas atividades. O veterinário considera, por isso, que a perspectiva é de permanência sob cuidados humanos. O acompanhamento busca oferecer qualidade de vida ao filhote, sem pressupor que o uso de um equipamento seja suficiente para permitir uma soltura segura.

Resgate em Casa Branca e acolhimento na região

O caso conecta o atendimento realizado pela Defesa Civil no município ao trabalho de reabilitação desenvolvido na cidade vizinha. Para Casa Branca, o vínculo local é o acidente na área rural e o resgate do animal; o tratamento atual ocorre em Santa Cruz das Palmeiras. Não há anúncio de transferência de Elliot nem de prazo para encerramento dos cuidados.

O IBIMM cuida de cerca de 80 animais silvestres na Fazenda Palmares. Segundo o coordenador Edris Queiroz Lopes, a estrutura também recebe animais que não têm condições de voltar à natureza e precisam permanecer no local. A entidade atua com vítimas de acidentes, incêndios e tráfico, além de desenvolver ações de conservação.

A recuperação clínica e a capacidade de sobreviver em liberdade são, assim, avaliações distintas. No caso de Elliot, a próxima etapa depende do crescimento do filhote e da análise veterinária sobre a prótese. Até lá, a prioridade relatada pela equipe é manter o acompanhamento adequado às necessidades do animal.