Estudantes pedem ônibus após aulas noturnas entre Casa Branca e Vargem Grande do Sul
Reclamação levada à Assembleia pede viagem de volta por volta das 22h; o último ônibus da linha sai antes do fim das aulas universitárias.
Estudantes que dependem dos ônibus intermunicipais entre Casa Branca e Vargem Grande do Sul cobram uma viagem de volta depois das aulas noturnas. A reclamação foi encaminhada à Comissão de Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), segundo o Diário do Transporte. O trecho é operado pela Rápido d’Oeste.
De acordo com a manifestação apresentada aos deputados, o último ônibus parte antes do encerramento das atividades universitárias, o que prejudica quem precisa do transporte coletivo para continuar frequentando as aulas. A passageira responsável pela reclamação pede um horário de retorno próximo das 22h.
Ela relata ter procurado antes a própria empresa, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP) e órgãos municipais, sem conseguir a mudança. O pedido foi incluído entre os assuntos levados à comissão para conhecimento e eventual encaminhamento de providências.
Como está a grade de horários
Em consultas a plataformas de venda de passagens, a Rápido d’Oeste aparece como operadora do percurso. As saídas de Casa Branca são anunciadas às 8h20, 12h15, 16h30 e 21h. No sentido de Vargem Grande do Sul para Casa Branca, há partidas ao longo do dia, com horários divulgados às 8h, 12h e 15h, por exemplo.
A viagem entre as duas cidades dura cerca de 30 minutos, e o valor de referência da passagem é de R$ 10,40, sujeito às condições de comercialização e à data da viagem. Cabe à ARTESP a regulamentação e a fiscalização das linhas regulares intermunicipais de passageiros no Estado de São Paulo, e qualquer mudança de horário precisa observar as condições operacionais e as autorizações correspondentes.
O que a falta de horário muda na rotina
Sem uma partida compatível com o fim das aulas, o estudante pode ter de sair mais cedo da universidade, pagar transporte particular ou depender de carona para voltar para casa. A discussão envolve uma necessidade concreta de quem estuda à noite: um ônibus em horário que permita assistir à aula até o fim e retornar pelo transporte coletivo regular.
O tema ganha peso em municípios do interior, em que os deslocamentos para trabalho, estudo e atendimento médico se apoiam nas linhas intermunicipais e os horários nem sempre acompanham a rotina de quem estuda ou trabalha no período noturno.
Fontes desta matéria
- Diário do Transporte
- Rápido d'Oeste
- Comissão de Transportes e Comunicações da Alesp
- ARTESP