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Campinas · Serviço

Rodoviários param ônibus de Campinas por salários atrasados e operação é retomada

Mobilização desta quinta afetou o Terminal Ouro Verde e linhas da VB1; o serviço foi retomado por volta das 12h50, após o depósito do adiantamento.

Ônibus urbanos enfileirados em pista de rodovia, sob céu nublado
Pulso Regional · Pulso Regional

Rodoviários de Campinas paralisaram o transporte público no início da tarde desta quinta-feira (22) e retiraram parte dos ônibus de circulação. Segundo o Diário do Transporte, a operação foi retomada por volta das 12h50, depois que as empresas fizeram o depósito do adiantamento salarial em atraso.

A mobilização afetou o funcionamento do Terminal Ouro Verde e as linhas operadas pela VB1. Na quarta-feira (21), o sindicato que representa os trabalhadores havia se reunido com as empresas para tratar do pagamento. Ficou combinado que, caso o depósito não fosse feito até as 12h desta quinta, os rodoviários cruzariam os braços.

O que estava em atraso

O que motivou a paralisação foi o adiantamento salarial, valor pago no meio do mês. Sem o depósito dentro do prazo, a categoria decidiu interromper a operação. De acordo com o Setcamp, sindicato que representa as empresas de transporte metropolitano e urbano de passageiros da Região Metropolitana de Campinas, 100% dos valores já foram transferidos aos trabalhadores.

Com o pagamento regularizado, os ônibus voltaram a rodar ainda no começo da tarde. A paralisação durou poucas horas, mas atingiu diretamente quem dependia do transporte público para trabalhar e resolver compromissos no meio do dia — sobretudo passageiros do Terminal Ouro Verde, um dos principais pontos de integração da cidade.

O que fazer se você foi afetado

  • A operação foi retomada por volta das 12h50 desta quinta;
  • Linhas da VB1 e o Terminal Ouro Verde foram os mais afetados;
  • Passageiros que tiveram prejuízo podem registrar reclamação nos canais oficiais da empresa e no serviço de atendimento da Prefeitura;
  • Em caso de dúvida sobre linhas e horários, consulte a empresa responsável pela operação.

Na quarta, informou o sindicato dos trabalhadores, o depósito do adiantamento já estava prometido pelas empresas caso houvesse reunião — o que, na avaliação da categoria, não se confirmou no prazo combinado. O episódio reacende a discussão sobre a regularidade dos pagamentos no setor, tema que costuma voltar à pauta a cada virada de mês.

Para quem vive em Campinas, o impacto maior foi a incerteza na hora de sair de casa: sem aviso prévio, quem esperava o ônibus no começo da tarde precisou recorrer a outras alternativas. A recomendação, em dias de mobilização, é acompanhar os canais oficiais antes de sair e reservar tempo extra para deslocamentos.

Fontes desta matéria

  • Diário do Transporte
  • Setcamp