Cambuí tem metro quadrado de R$ 17.514 e lidera preços em Campinas
Levantamento coloca o bairro R$ 1.462 por metro quadrado acima da Nova Campinas em 2026.
O Cambuí aparece como o bairro com o metro quadrado mais caro de Campinas em levantamento da Brain Inteligência Estratégica divulgado em outubro. O preço médio informado para 2026 é de R$ 17.514 por metro quadrado, R$ 1.462 acima do registrado na Nova Campinas, segunda colocada na comparação.
O resultado coloca um endereço tradicional da cidade no topo do recorte imobiliário. Além do Cambuí e da Nova Campinas, o grupo das cinco regiões mais valorizadas apresentado na pesquisa inclui Jardim São Carlos, Mansões Santo Antônio e Taquaral. Os números ajudam a dimensionar as diferenças de preço entre áreas procuradas para moradia no município.
Serviços e localização pesam na valorização
A Brain relaciona a posição do Cambuí à combinação de infraestrutura já instalada, comércio, serviços, gastronomia e localização central. Essas características atraem moradores e incorporadoras e contribuem para a procura por projetos residenciais de padrão elevado na região.
O levantamento informa preço médio de R$ 14.204 por metro quadrado no Jardim São Carlos e de R$ 13.899 nas Mansões Santo Antônio. São referências distintas dentro do mesmo grupo de bairros destacados pelo estudo, e não valores únicos aplicáveis a todos os imóveis dessas localidades.
Para quem compara endereços em Campinas, a diferença de R$ 1.462 entre Cambuí e Nova Campinas mostra a distância entre as duas primeiras posições. O indicador apresentado é um preço médio por área: não deve ser confundido com o valor total de um apartamento ou de uma casa, nem com uma garantia sobre o preço de uma negociação específica.
Uma ligação com o universo dos quadrinhos
O bairro também tem uma relação com a história da Turma da Mônica. Mauricio de Sousa viveu com a família no Cambuí durante a década de 1970 e encontrou ali inspiração para o Bairro do Limoeiro, cenário das aventuras de seus personagens.
Nas lembranças do cartunista, ruas arborizadas, árvores frutíferas e a tranquilidade daquela época ajudaram a formar a paisagem imaginada para as histórias. Essa referência cultural preserva uma imagem do bairro diferente da paisagem atualmente associada aos grandes empreendimentos residenciais.
As duas dimensões convivem no retrato do Cambuí: de um lado, a memória de um lugar que entrou no repertório dos quadrinhos brasileiros; de outro, a posição de destaque no mercado imobiliário de Campinas em 2026. O levantamento registra o patamar de preços, enquanto a ligação com o Limoeiro recupera parte da história vivida nas ruas do bairro.