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Atibaia

Levantamento de alunos de Atibaia aponta que 28,8% dos jovens já usaram cigarro eletrônico

Pesquisa do Colégio FAAT ouviu estudantes do Ensino Médio da cidade; amigos, festas e redes sociais aparecem como principais vias de acesso.

Sala de aula de escola pública vazia, com carteiras enfileiradas e luz da manhã entrando pelas janelas
Pulso Regional · Pulso Regional

Um levantamento feito por cinco estudantes do Colégio FAAT, em Atibaia, aponta que 28,8% dos jovens que responderam a uma pergunta sobre experimentação já haviam usado cigarro eletrônico ao menos uma vez. O trabalho, conforme apurou o Jornal Mais Bragança, recebeu o Prêmio Destaque Ensino Médio da instituição.

A pesquisa foi desenvolvida entre setembro e outubro de 2026, com orientação do professor de biologia Rodrigo Caccere e coorientação de Leandro Machado Grunwald. O objetivo era entender como alunos do Ensino Médio de escolas públicas e privadas de Atibaia entram em contato com informações sobre os chamados vapes, avaliam os riscos relacionados aos dispositivos e percebem as formas de consumo e acesso entre os jovens.

Redes sociais são a principal fonte

Entre os estudantes que responderam sobre onde obtêm informação sobre os dispositivos, 63,5% citaram redes sociais e o mesmo percentual mencionou internet, sites e notícias. Amigos e colegas foram apontados por 55,8%, a escola por 46,2% e profissionais da saúde por 32,7%.

A exposição a conteúdos sobre vapes também apareceu com força: 69,2% disseram ter encontrado vídeos ou publicações sobre os dispositivos algumas vezes e 17,3% relataram contato frequente com esse material. Se por um lado 61,5% viram conteúdos sobre riscos à saúde, 46,2% encontraram materiais que apresentavam o cigarro eletrônico como algo “legal, divertido ou descolado”.

Pressão social e curiosidade

Entre 52 participantes, 94,2% apontaram a moda ou a vontade de pertencer a determinado grupo como fatores que podem levar jovens a experimentar cigarros eletrônicos. A curiosidade foi citada por 61,5%, o alívio de estresse ou ansiedade por 38,5% e as redes sociais por 32,7%.

A percepção de risco, no entanto, apareceu elevada. Todos os 52 estudantes que responderam à questão sobre dependência consideraram muito possível que o cigarro eletrônico cause dependência. Em outro bloco, com 67 respostas, 74,6% avaliaram que os dispositivos provocam mais danos do que o cigarro convencional. Sobre consequências à saúde, 97% mencionaram problemas respiratórios e pulmonares, 89,4% a dependência e 72,7% prejuízos ao cérebro em desenvolvimento.

Amigos e festas como vias de acesso

Sobre as formas de obtenção dos dispositivos, 77,6% dos 67 respondentes indicaram os amigos, 58,2% citaram as festas, 55,2% as compras pela internet e 40,3% as lojas. Os sabores frutados foram os mais lembrados, seguidos pelas versões de menta ou gelo.

O cenário local se aproxima do nacional. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, 29,6% dos estudantes de 13 a 17 anos já experimentaram cigarro eletrônico, sendo 31,7% entre as meninas e 27,4% entre os meninos. O levantamento também apontou redução no consumo de cigarro convencional, bebidas alcoólicas e drogas ilícitas entre 2019 e 2024.

Fontes desta matéria

  • Jornal Mais Bragança
  • Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar