Ir para o conteúdo
Araras · Cidades

Família cobra apuração após morte de metalúrgico de 33 anos em campo de Araras

José Rodrigo sofreu descarga elétrica no alambrado do Clube dos Metalúrgicos; perícia orientou isolamento da área.

Campo de futebol vazio com alambrado metálico ao entardecer, sem representar o local real do acidente.
Ilustração gerada por IA / Pulso Regional · Pulso Regional

A morte do metalúrgico José Rodrigo Alves dos Santos, de 33 anos, após uma descarga elétrica no alambrado de um campo de futebol em Araras, levou a família a cobrar esclarecimentos e justiça. O caso ocorreu na sexta-feira, 16 de outubro, no Clube dos Metalúrgicos, no Parque Industrial. Um primo que tentou ajudá-lo também recebeu um choque, mas não sofreu ferimentos graves.

Segundo o boletim de ocorrência, José Rodrigo estava próximo a um poste e se preparava para jogar com colegas quando sofreu a descarga. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado por volta das 18h15. A Secretaria Municipal da Saúde informou que os profissionais realizaram tentativas de reanimação durante 40 minutos. A morte foi constatada no próprio local.

Perícia orientou preservação da área

A ocorrência mobilizou a Polícia Militar e a equipe do Instituto de Criminalística de Limeira, que fez exames no clube. O laudo pericial deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias da descarga elétrica. O registro policial foi feito como morte suspeita; nas informações disponíveis até sábado, 17 de outubro, não havia confirmação da abertura de inquérito.

Conforme o boletim, a equipe pericial orientou o responsável pelo clube a manter a área isolada e preservada para impedir novos incidentes. O presidente do clube foi à Delegacia de Polícia de Araras prestar esclarecimentos. Essa orientação de preservação não esclarece, por si só, a origem da eletricidade no alambrado ou estabelece responsabilidade pelo ocorrido.

Familiares relatam choques anteriores

Os parentes afirmam que outros jogadores já haviam mencionado descargas elétricas na estrutura. O relato da família é uma informação a ser apurada, e não uma conclusão técnica sobre as condições das instalações. A causa do problema e eventuais responsabilidades ainda dependem de esclarecimento.

Gilmar Jesus dos Santos, primo da vítima, contou que recebeu o choque ao tentar socorrê-la. A irmã, Valderez Santos, disse que José Rodrigo era casado, tinha um filho de seis meses e estava construindo a própria casa. A família organiza uma arrecadação para levar o corpo a Sergipe, estado de origem do metalúrgico.

Os familiares também pedem uma manifestação do Sindicato dos Metalúrgicos de Araras. Até as informações divulgadas no sábado, a entidade havia informado que não se pronunciaria naquele momento. Para os frequentadores, o ponto imediato informado no registro policial é a orientação de isolamento da área; não há, no material consultado, confirmação de liberação do espaço nem resultado do laudo.